exposição: (in)corporatura

(in)corporatura

 

Artistas: Alan Oju, Ana Guimarães, Branca de Oliveira, Clarisse Tzirulnik – Gle, Claudia Campolina, Eva Castiel, Fernanda Boutros, Fernando Saiki, Karina Takiguti, Heloisa Etelvina, Mariana Parzewski, Maria Helena Cabral, Marilu Beer, Maurizio Mancioli, Pedro Perez Machado e Vera Souto.

Embora tão diversos em aparência, material, formato, meio, linguagem, tecnologia, metodologia, tema, enfim, naquilo tudo que compõe uma obra poética, uma qualidade comum transborda dos trabalhos daqueles que se alinham ao Atelier Paulista. Trata-se da expressão incorporada de matérias diversas que o sentir alcança num lance, mas que se cria por fases. São paisagens, de todo tipo, figurativas, conceituais, abstratas, icônicas, indiciais – misturas heterogêneas individuadas e individuantes. Os trabalhos formam um conjunto, não pronto e acabado, mas em constituição, como o são todos os corpos, seja humano, da terra, social ou de ideias; em composição, decomposição, ou cristalização; pulsante, debilitante, ou em recuperação; opaco, translúcido, ou luminoso; real ou falso.

É um composto que se apresenta em corpo múltiplo, híbrido, polifônico e aberto; que cresceu se espalhando, ocupando o espaço, se metabolizando e se autoproduzindo no ato mesmo de se expor. Exposição-Invasão. Até agora, ele é agenciamento de partes se integrando… Era um, que virou quatro, depois doze, em seguida treze, quatorze e, no momento, dezesseis nomes próprios. Singularidades compostas. São muitos afetos, dores, alegrias, raivas, mas nenhuma tristeza. Tudo num processo em que a menor parte já é imensa e que o fim é só uma vírgula…


(in) corporatura

E quando a arte não nos diz mais nada? E quando falar em arte se torna quase um absurdo? Nesses momentos em que a arte e seu conceito são abandonados ou se tornam irritantes no campo do senso comum, refaz-se o seu desafio constitutivo: dizer aquilo que não se deve dizer e, por isso mesmo, é preciso dizer, enquanto, ao mesmo tempo, não se trata de modo algum de algo que apenas se diz.

Assim como o conceito de política, assim como o conceito de ética, a arte só existe quando ultrapassa sua teoria, quando rasga cortinas e quebra vidraças, máscaras e faces, quando perfura o aço das pré-concepções. Quando seu dizer é fazer, ou melhor ainda, quando seu fazer é concretizar-se na forma que lhe concerne, a de um aparecer (…).

(…) A obra é só pra fazer lembrar, podemos dizer com a inocência dos que se perderam no meio do caminho, que estamos em nós mesmos quando estamos na arte e esse é o encontro único que nos devolve à nós mesmos na forma de um corpo in-quieto, in-corporado, o corpo da in-corporatura.

(Marcia Tiburi)


Entrada livre

Abertura: 25 de outubro, a partir das 19h

Visitação:
26 de outubro a 9 de dezembro de 2016
Segunda a sexta-feira: 10h às 19h
Sábado: 10h às 14h30
Mônica Filgueiras: Rua Bela Cintra, 1533 – Jd. Paulistano

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Mônica Filgueiras Galeria de Arte
monica.filgueiras@terra.com.br
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